Quando se diz «ator», há quem oiça «astronauta». É o tipo de vocação que os adultos podem desmanchar com um sorriso condescendente. E, na verdade, para estes profissionais não existe um sistema claro de regras laborais e de segurança social,estabilidade, horizonte mínimo. Mas ser ator é, sobretudo, buscar coerência, autenticidade, aceitar a sala de ensaios como um campo de batalha onde tudo pode acontecer, subir ao palco, colocar-se sob os holofotes, para «estar com» e fazer acontecer um mistério de cada vez único e irrepetível. Este é um livro escrito por um dramaturgo para dar a ver os «bastidores» da vida dos atores em Portugal. Foi composto a partir dos depoimentos de vários profissionais, que surgem como personagens sem nome, para representarem em conjunto um certo «ator desconhecido».
| ISBN | 9789898863829 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 88 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Fundação Francisco Manuel dos Santos |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia > Ensaio
Jacinto Lucas Pires
Jacinto Lucas Pires escreve romances, contos, peças de teatro, filmes, música. O seu último romance é Oração a Que Faltam Joelhos (Prémio John Dos Passos 2021) e o seu mais recente livro de contos intitula-se Doutor Doente. Com o romance O Verdadeiro Ator, ganhou o Grande Prémio de Literatura DST 2013, que foi publicado nos EUA (tradução de Jaime Braz e Dean Thomas Ellis) e na Letónia (tradução de Edvīns Raups). Faz diferença, em coautoria com a ilustradora Alice Piaggio, integrou o catálogo internacional de recomendações de livros infantis The White Ravens 2023. Também nesse ano, Jacinto Lucas Pires ganhou o Prémio de Tradução Literária Francisco Magalhães pela tradução de Cristo parou em Eboli, de Carlo Levi. No teatro, trabalha com diferentes grupos e encenadores. É autor da personagem musical Jacinto Manupela. |


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