Os manuais de Historiografia linguística que usamos no século XXI nãoincluem nenhum nome feminino. Nenhum.
Várias gerações de mulheres conseguiram no passado século aceder a um espaço social com um lugar próprio nos estudos de Humanidades – que chegam a ser evocados às vezes como um lugar propício para encontrar marido –. Seria de imaginar que muitas delas tivessem escolhido a Linguística. Filólogas, professoras de idiomas, tradutoras fazem parte do vago catálogo das mulheres consideradas instruídas e,nesse contexto, como é que nenhuma delas consegue visibilidade como tal nos manuais que pretendem apresentar o percurso da disciplina?
Acaso nenhuma delas foi boa o suficiente?
| ISBN | 9788416545674 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 324 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Através Editora |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia > Ensaio
Teresa Moure
De Teresa Moure dizem que no seu tempo livre escreve. Às vezes mesmo nas paredes. E não falta quem assegure tê-la visto a estragar com grafite o mobiliário urbano por não dispor dum computador à mão. Entre parede e parede, reparte mimos sem medida, que ela nunca foi comedida nem mesurada e cultiva uma horta abafada de flores de uma beleza mortífera. Ainda que ninguém a visse nunca sem um livro nas mãos, mente a quem a quiser escutar contando detalhes atrapalhados sobre as suas experiências −que apenas ela assegura serem tantas−, e as suas viagens ao longo do planeta, −quase todas imaginárias−. |


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