O caminho que levou o autor a pé até à Hungria em tempo de dádivas, prossegue até à Bulgária, às portas do Islão
Em 1933, com 18 anos, Patrick Leigh Fermor decidiu atravessar a Europa a pé, rumo a Constantinopla. Uma viagem que só terminou em 1935 e que nunca poderia caber num só livro.
Aqui encontramos o viajante no ponto onde tinha sido interrompido em Tempo de Dádivas, o primeiro volume — uma ponte sobre o Danúbio. De novo com os leitores, desce o rio até Budapeste, atravessa a cavalo a Grande Planície Húngara, transpõe a fronteira da Roménia para visitar a Transilvânia, descobre a beleza selvagem dos Cárpatos a caminho das Portas de Ferro e dos Balcãs, onde este segundo volume termina.
Pelo caminho, vê castelos e lobos, convive com condes e ciganos, confronta-se com línguas, facções religiosas e uma Europa em transformação, e constrói a obra-prima de uma vida.
«Um dos mais importantes autores da literatura de viagens […] uma evocação extraordinariamente complexa e subtil de um lugar que já não existe.»
Jan Morris, Introdução
| ISBN | 9789895950287 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 360 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Tinta da China |
| Categorias |
Livros > Literatura
Patrick Leigh Fermor
Patrick Leigh Fermor nasceu em 1915, em Londres, de ascendência inglesa e irlandesa. Aos 18 anos decidiu ir a pé até Constantinopla, a partir de uma pequena cidade da Holanda. Essa viagem deu origem ao livro A Time of Gifts (1977), que o consagrou como um dos grandes escritores de viagens do século XX. Escreveu ainda, entre outros, The Traveller?s Tree (1950), Mani (1958), Roumeli (1966) e Between the Woods and the Water (1986). Em 1939, Fermor alistou-se no exército irlandês e foi combater na Grécia, vivendo dois anos disfarçado de pastor nas montanhas de Creta, onde organizava a resistência à ocupação germânica. Em 1944, liderou a captura do general alemão Heinrich Kreipe, façanha celebrizada no filme Ill Met by Moonlight (1957). O documentário The 11th Day (2003), sobre a resistência em Creta, inclui uma entrevista a Fermor onde ele relata a sua vivência militar grega. Recebeu duas importantes condecorações militares britânicas – Order of the British Empire (1943) e Distinguished Service Order (1944) – e era cidadão honorário de três cidades gregas – Heraklion (Creta), Kardamyli e Gytheion (Peloponeso). Os seus livros foram galardoados com vários prémios literários: Heinemann Foundation Prize for Literature; WH Smith Literary Award; Lifetime Achievement Award (British Guild of Travel Writers); Thomas Cook Travel Award; Duff Cooper Memorial Prize. Foi ainda distinguido como Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras (França) e Comandante da Ordem da Fénix (Grécia). Em 2014 foi criada a Patrick Leigh Fermor Society. A partir de 1968, viveu entre a Grécia, numa casa que construiu com a mulher, perto de Kardamyli, e Worcestershire, em Inglaterra, onde morreu em 2011, aos 96 anos |


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