Um relojoeiro meticuloso que desaparece. Relógios que deixam de funcionar, e o tempo que passa sem ser contado. Japoneses vivendo numa vila alentejana, fugidos dos seus fantasmas e das suas paixões. Um samurai que mantém vivo o seu senhor, que morreu do outro lado do mundo. Um abade que perdeu a fé e um monge que conserva a sua espada debaixo da cama. Uma negra aristocrata em Lisboa e um fidalgo que desespera por salvar o seu filho. Mulheres de linhagens ancestrais que preservam conhecimentos antiquíssimos do mundo natural. Órfãos dependurados em árvores ou escondidos, que buscam outras fontes de sabedoria.
Por entre este feixe de personagens que se ramificam pelo mundo, Margarida, nascida no Japão e refugiada no Alentejo, herdeira de ancestralidades que desconhece, tenta esquecer a sua paixão e vai aprendendo a amar Fernando, o pintor que tudo faz para descobrir onde está o seu pai, mestre Ricardo, o relojoeiro.
| ISBN | 9789896449421 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 424 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Temas e Debates |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
João Paulo Oliveira e Costa
João Paulo Oliveira e Costa nasceu em Lisboa a 1 de abril de 1962. É professor catedrático de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa desde 2009.É diretor do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM) e tem uma vasta obra historiográfica em que se destacam as obras O Japão e o Cristianismo no Século XVI. Ensaios de História Luso-Nipónica (1999), D. Manuel I, Um Príncipe do Renascimento (2005), Henrique, o Infante (2009), MareNostrum – Em Busca de Honra e Riqueza (2013)e História da Expansão e do Império Português (coordenador e coautor, 2014). Foi presidente da Associação de Amizade Portugal-Japão (2000-2005), tendo sido recentemente condecorado pelo Imperador do Japão com a Ordem do Sol-Nascente. É autor dos romances O Império dos Pardais (2008), O Fio do Tempo (2010), O Cavaleiro de Olivença (2012), O Samurai Negro (2016), Xogum – O Senhor do Japão (2018) e A Dama do Quimono Branco (2019). |


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