A política cultural do Estado Novo tinha subjacente a vontade de transformar a cultura do povo. A sua intervenção fez-se sentir sobretudo nas Casas do Povo, nos ranchos folclóricos, no artesanato, nos museus etnográficos, na literatura popular e nas marchas populares (criadas em Lisboa mas depois disseminadas por todo o país, incluindo as colónias).
O autor procura demonstrar que o salazarismo promoveu um modelo ruralista, tradicionalista e nacionalista de cultura popular, com o duplo objectivo de se legitimar e de estabelecer um consenso em torno do universo de valores que, na sua óptica, enformavam a identidade portuguesa. Apesar disso, o associativismo popular livre resistiu ao programa autoritário do regime, tal como o comprova o estudo de caso da Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio.
| ISBN | 9789726710752 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 394 |
| Edição | 3 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Ics – Imprensa de Ciências Sociais |
| Coleção | Coleção Estudos |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Daniel Melo
Daniel Melo é professor auxiliar na Universidade Aberta, Departamento de Ciências Sociais e de Gestão, e investigador integrado do CHAM – Centro de Humanidades, NOVA FCSH. |


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