Crónica consagrada às ideias e pensamento da sociedade portuguesa de inícios do século XX, este livro traz a lume a questão da transformação da vida mental e social portuguesa no seguimento da proclamação da República de 5 de Outubro de 1910, através de um acontecimento histórico anti-natural, estranho ao corpo pátrio, que representou o culminar de um longo processo de desnacionalização cultural e de laicização da sociedade portuguesa. Escrevendo numa prosa de sabor camiliano e vincada mordacidade queirosiana, Bruno Oliveira Santos socorre-se da realidade local de Espinho e de uma panóplia de personalidades históricas – nacionais e estrangeiras –, para narrar a violenta perseguição religiosa de que foi vítima a Igreja Católica em Portugal, na sequência da tomada do poder por uma elite republicana completamente divorciada do ethos e fundo religioso do povo português. Esta obra desafia a reposição da verdade histórica, apontando o dedo ao jacobinismo maçónico-liberal que, há pouco mais de um século, nos procurou impor uma espécie de “Lei da Memória”, destinada a reescrever a nossa História e a reconfigurar os nossos mitos fundacionais.
(do texto de badana de José Almeida)
| ISBN | 9789893514801 |
|---|---|
| Ano | 2023 |
| Número de páginas | 204 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Edições Sem Nome |
| Categorias |
Livros > Literatura
Bruno Oliveira Santos
Bruno Oliveira Santos, natural de Espinho, é autor de “Histórias Secretas da PIDE/DGS” (2000), “Nova Frente – Textos da Blogosfera” (2006) e co-autor de “Linhas de Fogo – Manifesto de Cultura Lusíada para o Terceiro Milénio” (2001).Organizou a “Antologia Poética de Rodrigo Emílio” (2009) e tem colaboração dispersa por vários jornais e revistas.
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