Este livro nasce de uma frase real, lida num jornal: «É partir rótulas que assim eles não andam.» A partir dessa frase – brutal na sua banalidade – O T no Colar de Taylor Swift constrói um romance-ensaio que recusa a distância confortável entre a violência e quem a observa. Aqui, a narrativa cruza-se com a reflexão, o lirismo com a invectiva, a ficção com a realidade mais crua, num movimento contínuo que reproduz a avalanche informativa, moral e emocional do nosso tempo. Jasmin, apátrida, corpo clandestino, atravessa fronteiras, guerras, sistemas e indiferenças. À sua volta, acumulam-se discursos políticos, notícias, memórias históricas, fragmentos de cultura pop, vozes anónimas e vozes de poder. Nada se organiza em linha recta: tudo se sobrepõe, insiste, regressa. Como na vida contemporânea, como na mente de quem tenta compreender o mundo sem se anestesiar. Este é um livro de fricção. Interroga a linguagem do ódio, a normalização da violência, a distracção colectiva, a facilidade com que o medo se converte em discurso e o discurso em acto. Recusa a ideia de que o mal é excepção; mostra-o como possibilidade quotidiana. O T no Colar de Taylor Swift é um livro deliberadamente desconfortável, que pede do leitor atenção, resistência e implicação. Não se lê para passar o tempo: lê-se para não o deixar passar em branco.
| ISBN | 9789899265486 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 178 |
| Capa | Brochada |
| Editora | The Poets and Dragons Society |
| Coleção | Drip by Pollock |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Pedro Teixeira Neves
Pedro Teixeira Neves nasceu em 1969, em Lisboa e criado em Bragança. Formado em Relações Internacionais. Jornalista (desde 1994), fotógrafo, ilustrador, pintor nas horas vagas. Trabalhou em diversos jornais e revistas, bem como no programa Câmara Clara», da RTP2. Publicou quatro romances, diversos livros de poesia, contos e literatura infanto-juvenil. Ganhou, em 2019, o Prémio do ICA para adaptação a curta-metragem do conto «Moulla» (Real. de Rui Cardoso). Publicou o livro de fotografia «Há Fadistas!», chancela Museu do Fado. Publicou na Paper-viewbooks dois livros, um de colagens, outro de criação gráfica. Preza e cultiva a tendência que sempre teve para ler e apreciar os outros. Como a reinvenção é a arma de vida do escritor, tentou o soneto com este Museológica. |


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