Se Sintra é o Mons sacer, é a Montanha sagrada, a Serra Solércia, Sol e Lua, Lua eSol, manancial daquela água-luz que nos ressurge e refresca, devolvendo a visão; éo Eixo vertical que aponta o ponto donde partimos e aonde retornaremos.
Não existe a tradição primordial no sentido que é normalmente entendido. O Serem si é a Tradição primordial. Qualquer tradição iniciática é um meio hábil, masferoz.
Com efeito, uma tradição viva é um meio altamente sofisticado, susceptível,quando é vivida incondicionalmente, de nos aproximar do Ser, da libertação, dodespertar da consciência. Todavia, enquanto forma, uma tradição só pode seralienante e encarceradora.
Não é pois a Tradição que pode libertar das limitações demasiado humanas, massim a relação mantida com a Tradição, que deve ser elíptica e oblíqua.
| ISBN | 9789896770761 |
|---|---|
| Ano | 2011 |
| Número de páginas | 172 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Zéfiro |
| Coleção | Vanguarda & Tradição |
| Categorias |
Livros > Livros Práticos > Esoterismo
Rémi Boyer
Nascido em 1958, Rémi Boyer começou desde cedo a exploração do mundo das Vanguardas, da Iniciação e das Filosofias do Despertar. Trabalha, desde então, para uma nova aliança entre as filosofias do Despertar e as vanguardas artísticas.Membro da Société des Gens de Lettres, considera a Literatura como uma forma de metafísica, tendo-se envolvido activamente no movimento das revistas desde os Anos 80, nomeadamente na experiência excepcional da revista de tradições e vanguardas, L’Originel, dirigida por Charles Antoni, e, mais tarde, no seio de Pris de Peur e Mange Monde, revistas da Casa dos Surrealistas de Cordes-sur-Ciel.Também colabora ou colaborou com inúmeras revistas europeias, entre as quais L’écho des poneys, Supérieur Inconnu, Place aux sens, La Soeur de l’Ange, Initiera, Cahiers chroniques, Historia occultae, Quaderno del Collage de ‘Pataphysique, etc. Contribui igualmente, desde 2007, para os magazines electrónicos Vendémiaire e La faute à Diderot.Dirige, desde 1992, a revista L’Esprit des Choses, especializada na filosofia de Louis-Claude de Saint-Martin, no Martinismo e na Franco-maçonaria, assim como, desde 1996, a crónica literária La Lettre du Crocodile. Lusófilo, autor de uma vintena de ensaios traduzidos em várias línguas, mais particularmente em português e espanhol, é também autor de novelas, poemas, contos filosóficos e textos destinados à animação da discussão filosófica com crianças.Calígrafo, impregnado pela cultura oriental, ilustra por vezes ele próprio os seus livros, mais apela geralmente a artistas originais como Lima de Freitas, Jean-Gabriel Jonin, Françoise Pelherbe, Carlos Barahona Possollo, Mariana Rosa Scarpa, Jean-Michel Nicollet…www.incoerismo.wordpress.comFilosofias do Despertar, Vanguarda e TradiçãoColecção Vanguarda & Tradição(co-edição Zéfiro e Arcano Zero):• O Discurso de Sintra. Fotografias do Aimaproject. Sintra, 2011• O Quadrante do Despertar. Sintra, 2011• Poeiras de Absurdidade Sagrada. Sintra, 2011• Hinário à Deusa. Sintra, 2012• Hinário ao Rei Encoberto. Sintra, 2013• Fado, Saudade & Mystery. Edição inglesa. Sintra, 2013• Cavalaria, Maçonaria e Espiritualidade. Co-edição bilingue (CIREM) franco-portuguesa. Sintra, 2014• A Amante de Shambu e o Louco de Shakti seguido do Kamala Sutra. Sintra, 2015• Monólogo da Água. Escrito com Andreia Salvado. Sintra, 2016• Vinte e Dois Breves Tratados Incoeristas. Sintra, 2016• A Tradição Maçónica e o Despertar da Consciência. Prefácio de José Manuel Anes (1.ª edição) e Serge Caillet (2.ª edição). Introdução de Jean-Pierre Giudicelli de Cressac de la Bachelerie. Sintra, 2017
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