Esperarei. Até ao dia em que digas para te esquecer.
Um grande amor pode tornar-se pequeno ou ser pequeno de raiz, porque osamores não são iguais, mas achar que um pequeno amor é melhor que amornenhum é um erro. Cria espaço para a fragilidade excessiva, que pode darlugar ao abuso e à agressão.
O amor, independentemente do seu tamanho, tem de ser amor ainda quetenha arestas, e pode nascer numa aplicação de encontros, numa corrida de táxi, no balcão de uma taberna e, sem preconceito, ser igual ao amor que se encontra numa biblioteca ou nas sombras de uma festa de sábado à noite.
À noite, quando se fica sozinho, é quando há mais tempo e espaço para sepensar no que serão os dias que se seguem, porque de repente o amor que era grande saiu a correr para um sítio qualquer, deixando um lugar frio e vazio.
Foi-se embora sem bater com a porta, deixando-a encostada. Nesse espaço entreaberto passaram a viver a esperança de que volte e o medo de que a porta se feche de vez.
Entre estas dúvidas nasce a pergunta: esperar ou esquecer?
| ISBN | 9789895706211 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 376 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Alma dos Livros |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Cláudio Ramos
Cláudio Ramos nasceu a 11 de novembro de 1973, às sete da manhã, na sua casa de Luanda, de onde sairia com um ano para se apaixonar para sempre pelo Alentejo e pelas suas gentes. O Alentejo é o lugar que mantém como seu há cinquenta anos e de onde faz questão de nunca abalar. |


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