Nós, Filhos de Eichmann (1988) reúne duas cartas – a primeiraescrita no rescaldo da leitura de Eichmann em Jerusalém, de HannahArendt, e a segunda nos anos 80 – dirigidas ao filho mais velho doinfame responsável pela logística das deportações nazis. GüntherAnders diz não pretender revisitar o passado recente, mas evitar arepetição da monstruosidade e falar ao presente, a uma humanidadeque a todo o momento pode recair na barbárie. Porque o avassaladorprogresso técnico converteu o mundo numa máquina de tal formacomplexa, que excede a compreensão dos que nela participam eoculta o carácter lesivo de acções quotidianas, abrindo o caminhopara a falência moral que nos transformará a todos, peças daengrenagem, em filhos de Eichmann.
| ISBN | 9789726084693 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 120 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Antígona |
| Categorias |
Livros > Literatura
Günther Anders
Günther Anders (1902-1992), filósofo, ensaísta e feroz opositor da nuclearização do mundo, foi, tal como Hannah Arendt, sua companheira entre 1929 e 1937, aluno de Martin Heidegger. Estudou em Munique e Berlim, e doutorou-se em Filosofia em 1923. Filho de intelectuais judeus, denunciou nos anos 30 a ameaça da ascensão nazi, que o obrigou a refugiar-se em Paris e, mais tarde, a exilar-se nos EUA. O trauma do Holocausto e o horror dos bombardeamentos de Hiroxima e Nagasáqui, a par do impacto da tecnologia na sociedade, que analisou em Die Antiquiertheit des Menschen [A Obsolescência do Homem] (1956 e 1980), dominaram a sua reflexão. |


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