Prémio Camilo Castelo Branco.
António Santiago, 36 anos, «agente da Polícia Judiciária por necessidade – e a conselho e pelas cunhas do padrinho, chefe da brigada de costumes», chega um dia a Vila Velha com uma missão muito definida: descobrir quem matou Manuel dos Santos, importante figura local, especulador de terras e comerciante de duvidosos escrúpulos.
A polícia é chamada por D. Carmo, agora viúva, que alega ter sido o marido envenenado. Principais suspeitos? O diretor do banco, o padre, o oficial da Guarda, o administrador do concelho, o médico pessoal, as sobrinhas, entre outros… Ou seja: todos os dez convivas que na noite anterior haviam jantado no Bulhão, residência do defunto e palacete por todos invejado.
Demorará o investigador uma semana a deslindar o caso. Obra proibida pelo regime fascista, Matai-vos uns aos Outros envolve o leitor desde a primeira página e constitui um refinado fresco de um país onde hipocrisia, impunidade e repressão andam de mãos dadas.
«Talvez o melhor romance policial português»
Óscar Lopes
«Jorge Reis tanto brinca como zomba com esta fatalidade»
Aquilino Ribeiro
«Estamos, de facto, diante de uma obra que se recomenda pela escrita e até pela efabulação»
João Gaspar Simões
| ISBN | 9789893623596 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 176 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Parsifal |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Jorge Reis
Jorge Reis, pseudónimo de Atilano dos Reis Ambrósio, nasceu em Vila Franca de Xira em 1926. A sua actividade política contra Salazar e o Estado Novo leva-o a exilar-se em Paris, onde irá desempenhar uma extraordinária actividade cultural. Fez a locução de «Actualidades Francesas», exibidas no início das sessões nos cinemas, e foi o responsável e locutor de um programa na RTF para os emigrantes portugueses. Entre várias obras premiadas, é autor do famoso romance Matai-Vos Uns Aos Outros. Faleceu em 2005. |


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