Montfort não queria fundar a sua consagração a partir das suas próprias ideias e devoção. Ele sabia muito bem que a palavra perfeição não tinha modelos na terra, daí que, desde a primeira hora, ele tenha decidido que a sua criatura – «a sua consagração» – só poderia nascer a partir do Alto.
O primeiro modelo vai Montfort buscá-lo no momento mais importante da decisão da Trindade acerca do modo da redenção da humanidade. Vejamos como ele descreve a sua contemplação deste mistério, ou seja, a consagração do Filho divino à vontade do Pai.
Montfort pasma diante do que lê em Isaías 6,8:
– «Quem hei de enviar? Quem irá por nós?»
E a Sabedoria, o Filho de Deus, respondeu ao Pai:
– «Eis-Me aqui, envia-Me a Mim!»
Diante desta contemplação, Montfort escreve:
É de pasmar: o amor incompreensível vai até aos extremos.
A amorosa e real Princesa consagra-se a si mesma, em sacrifício ao Pai, para reparar a sua justiça, para aplacar a sua cólera, para arrancar o homem da escravidão do demónio, para livrá-lo das chamas do inferno e para merecer-lhe uma eternidade feliz. (ASE 45.46)
O segundo modelo vai Montfort buscá-lo na sua contemplação do mistério da Anunciação, onde Maria, após as garantias de que o pedido vinha de Deus, entregou-se, corpo e alma, nos braços de Deus Pai para cumprir a sua vontade. Nesta contemplação nasceu a consagração que, no plano de Montfort, consiste em ser conformes, unidos e consagrados a Jesus Cristo na imitação plena do «fiat» de Maria.
| ISBN | 9789723023541 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 116 |
| Edição | 1 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Paulus |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Religião
Pe. Manuel Vieira
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