O texto ocupa-se de cavaqueios, animadas discussões, contemplações, deambulações reflexivas e histórias de casos e descasos, ansiosas por serem contadas, depois do alegórico reencontro do autor com inspiradoras pedras coletadas em caminhos por ele palmilhados. A memória e a curiosidade sobre usos, costumes e peripécias, guiaram o narrador na caracterização de personagens, na recriação de entrechos, espaços e tempos implicados, beneficiando da perspetiva adquirida com o distanciamento entretanto verificado. O que aproxima as diversas narrativas é o odor a cobiça, suave ou intenso, emanante de quase todas, aquém e além-mar.
O foco da narração incide também sobre insulanas paisagens, atrativos turísticos e culturais, mas também desvela algo menos recomendável, como prodigalidades na aplicação do dinheiro dos impostos, práticas estadísticas irresponsáveis e receios de opinar contra os senhores da situação. Noutra latitude, continental, a cobiça começa num assalto de rua e continua no subsequente percurso desviante e disruptivo de um dos seus autores, a culminar num cruento desfecho. Por fim, a inveja e a cobiça em local de trabalho e a avidez de ser alguém e possuir poder.
| ISBN | 9789897798153 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 248 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Edições Vieira da Silva |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
João Aveiro Pereira
João Francisco Aveiro Pereira nasceu no Alentejo e aí conheceu a vida até aos quinze anos, granjeando uma experiência que o marcou de modo indelével. Depois radicou-se em Lisboa, onde prosseguiu estudos e trabalhou. |


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