Se a finais da Idade Media a própria Galiza, a sua povoação e ainda a sualíngua encarnavam no ideário castelhano a imagem demonizada dumaterra incógnita, bárbara e politicamente adversa, desde meados doséculo XVI os movimentos migratórios, desde a Galiza até às povoaçõesda meseta castelhana, acabariam por mudar essa perceção coletiva. As condições precárias de boa parte da diáspora galega em Castela, assim como a crescente xenofobia resultante da tensão intergrupal, acabaram intensificando a marginalidade da imagem da Galiza no século XVII. Após este novo contexto, boa parte dos atributosnegativos herdados de séculos anteriores radicalizaram-se enquanto outros novos abriam caminho: os galegos e as galegas deixaram de ser vistos como rebeldespara se tornarem um paradigma de lacaios, estalajadeiras e aguadeiros do imaginário castelhano. Seguidamente a demonização deviria na ridicularização e, portanto, o ódio em paródia.
| ISBN | 9788416545865 |
|---|---|
| Ano | 2023 |
| Número de páginas | 184 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Através Editora |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia > Ensaio
ALEXANDRE PERES VIGO
Licenciado em Humanidades e doutor pela Universidade da Corunha com a tese O estereotipo antigalego na literatura española moderna: xénese, desenvolvemento econsolidación. É autor de numerosas publicações académicas e jornalísticas focadas no estereotipo antigalego, na sociolinguística galega, bem como em diferentes aspetos historicoculturais relativos ao reino da Galiza. Exerceu como docente no ensino secundário e bacharelato durante mais de dez anos. Atualmente é professor da Área de Filologias Galega e Portuguesa da Universidade da Corunha e é membro do Grupo de Investigación Lingüística e Literaria Galega (ILLA) da mesma universidade.
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