O reinado de D. José (1750-1757) é dos poucos que escaparam ao geral esquecimento a que foi votada a maior parte dos factos e personagens mais remotos da história de Portugal. O terramoto de 1755, a reconstrução de Lisboa, os tiros que se dispararam contra a carruagem do rei e a repressão implacável que se lhes seguiu garantiram-lhe um lugar na memória de gerações futuras. No entanto, não é pelo nome do rei que esses anos são em regra conhecidos. O que deles se sabe é, quase sempre, pela interposta pessoa do seu ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, perpetuado na posteridade pelo título de Marquês de Pombal. Depois das figuras destacadas da expansão portuguesa dos séculos XV e XVI, raras personagens são recordadas por públicos amplos. A esse destino obscuro escapou o valido do rei, por força tanto das celebrações encomiásticas quanto das críticas enfáticas que conheceu, dentro e fora de Portugal, em vida como na morte. No cenário político do reinado, cuja ribalta foi exuberantemente ocupada por Pombal, qual o lugar que cabe ao D. José? Boa parte das páginas deste livro, agora revisto, centram-se nas relações entre o rei e o ministro, para explicar como se foram tecendo, mas também para apreender nos traços da personalidade e da vida do rei os rasgos que o fizeram enveredar pelo caminho que seguiu, na sombra do valido.
| ISBN | 9789896449094 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 496 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Temas e Debates |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Nuno Gonçalo Monteiro
É investigador, coordenador do Instituto de Ciências Sociais e docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sua área de investigação preferencial é a história social e política do Antigo Regime e do primeiro liberalismo. Entre mais de duzentos e cinquenta títulos, é autor de O Crepúsculo dos Grandes (2.ª ed., 2003), Elites e Poder (3.ª ed., 2012), coautor da História de Portugal (11. ª ed., 2021), co-coordenador de Um reino e suas Repúblicas no Atlântico (C. Brasileira, 2017), de Political Thought in Portugal and its Empire, c.1500–1800 (CUP, 2021) e de 1822. Das Américas portuguesas ao Brasil (2022). |


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