Confissão dum homem religioso (livro editado postumamente) continua a ser um livro marcante para a Literatura e a Cultura Portuguesa nos finais do no século XXI.
Este livro, que se pode classificar como único no âmbito da literatura memorialística ou confessional, é vibrante pela pungente sinceridade e angústia de um Homem (que é também um grande Escritor) na sua busca da divindade e da fé. Poucos livros entre nós haverá que possam reclamar a originalidade e a intensidade deste testemunho.
Esta edição inclui o fundamental prefácio de Orlando Taipa, texto que ajuda a compreender a génese e a razão deste livro.
| ISBN | 9789898858603 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 184 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Opera Omnia |
| Categorias |
Livros > Literatura
José Régio
Poeta, autor dramático e ficcionista, de seu nome verdadeiro José Maria dos Reis Pereira, nasceu em 1901, em Vila do Conde, onde faleceu em 1969. Formou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Coimbra, com uma tese de licenciatura subordinada ao título As Correntes e as Individualidades na Moderna Poesia Portuguesa, na qual ousa apresentar como nome cimeiro da poesia contemporânea Fernando Pessoa, autor que não possuía ainda nenhuma edição em livro. É em Coimbra que colabora com as publicações Bysancio e Tríptico, convivendo com o grupo de escritores que virão a reunir-se em torno da criação da revista Presença. No primeiro número da revista, fundada com João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, publicará o texto “Literatura Viva”, que pode ser entendido como manifesto programático do grupo, defendendo que “Em arte, é vivo tudo o que é original. É original tudo o que provém da parte mais virgem, mais verdadeira e mais íntima duma personalidade artística”, pelo que, “A primeira condição duma obra viva é pois ter uma personalidade e obedecer-lhe”. Definindo “literatura viva” como “aquela em que o artista insuflou a sua própria vida, e que por isso mesmo passa a viver de vida própria.”, aí reclama, para a obra artística, o carácter de “documento humano” e os critérios de originalidade e sinceridade. |


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