Neste diálogo entre Zygmunt Bauman e Leonidas Donskis fala-se da perda de sensibilidade num tempo marcado pelo terrorismo, a guerra, as migrações e outras formas de violência. A empatia, a capacidade de nos colocarmos no lugar dos outros, parece diminuir quando era mais necessária. E isso vai a par com a feroz busca de identidade e o desrespeito pela privacidade alheia. A violência e os desastres tornam-se tão constantes na televisão e nas redes sociais que as sociedades padecem de uma espécie de cegueira moral, de tal modo estão insensibilizadas para o sofrimento e se recusam a compreender o que se passa.
«À medida que a negligência moral cresce em alcance e intensidade, a procura de analgésicos aumenta cada vez mais, e o consumo de tranquilizantes morais transforma-se em vício. Por conseguinte, uma insensibilidade moral induzida e manipulada torna-se uma compulsão ou uma “segunda natureza”: uma condição permanente e quase universal – e as dores morais veem-se desprovidas do seu papel salutar de prevenir, alertar e mobilizar.»
Zygmunt Bauman
| ISBN | 9789896416461 |
|---|---|
| Ano | 2016 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Relógio d’ Água |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Zygmunt Bauman
Zygmunt Bauman nasceu na Polónia, mas mudou-se para Inglaterra em 1971. |


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