Um dia havia de acontecer. As palavras formam a serra, rostos familiares, vozes ao longe, o altivo ladrar dos cães. Erguem uma realidade perdida. De repente, a tua terra renasce na dimensão inaudita do trabalho poético.
O verão desagua na página, o rio, o rapaz destemido a apanhar cobras de água.
Felicidade em repouso, como os campos ao redor, sobre a brancura do papel. E tu nada fazes para alevantar. Tu estás pasmado perante a aldeia iluminada, essa terraque se despovoou, abandonaram os campos e as reses, ruíramos espigueiros e os açudes, mas raparigas do rio trazem líriose sorrisos francos e tu, enfim, descobres: a poesia pode salvar.
“Salvar o quê?” Que importância tem isso.
| ISBN | 9789895301331 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 45 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Modo de Ler |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Francisco Duarte Mangas
Ficcionista, poeta e autor de livros para a infância. No domínio da ficção, entre outras obras, escreveu Diário de Link, Jacarandá, A Rapariga dos Lábios Azuis, Pavese no Café Ceuta, A Cidade das Livrarias Mortas e O Alfarrabista de Ponta Delgada. Durante anos, trabalhou como jornalista. É presidente da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto e diretor da Revista Gazeta Literária. A Fome Apátrida das Aves, Transumância, As Coisas Comuns e Devocionário são alguns dos seus livros de poesia. |


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