O presente texto, trata então do tempo como coisa que não existe, uma Aporia, ou absurdidade real, que tem suscitado as maiores controvérsias.
Os gregos antigos tinham três conceitos para o tempo: khrónos, kairós e aíôn. Khrónos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, associado ao movimento linear das coisas terrenas, com um princípio e um fim. Kairós refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, o tempo da oportunidade. Aíôn já era um tempo sagrado e eterno, sem uma medida precisa, um tempo da criatividade onde as horas não passam cronologicamente, também associado ao movimento circular dos astros, e que na teologia moderna corresponderia ao tempo de Deus.
Há os que dizem que ele não existe, outros há que preferem entregá-lo à Divindade. Einstein resolveu aceitá-lo e juntá-lo ao espaço.
***
A ideia de absurdo, matriz do texto, está apoiada na noção de Aporia, na impossibilidade, no enigma, na ignorância da razão de existirmos ou da finalidade da vida. A ideia é explorada ao longo do texto com base no quotidiano. O autor apoiou-se na vida simples de uma família atual na cidade de Portalegre.
| ISBN | 9789895665280 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 160 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Colibri |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Ernesto Seixas
Nascido na maternidade Alfredo da Costa em 1940 filho de um funcionário judicial, e de uma dona de casa, repartiu a adolescência e juventude entre a capital e cidades do interior: Bragança, Portalegre e Guarda. O Instituto Superior Técnico acolheu o jovem deslumbrado e perdido de amores pela Cidade que pôs o coração mais do lado das donzelas do que da física e da matemática. A sua passagem pela Guiné, cumprindo a guerra colonial, abriu-lhe uma compreensão especial pela raça negra expresso no carinho dedicado aos alunos negros que lhe têm calhado na sua profissão de professor. A Faculdade de Letras de Lisboa conferiu-lhe a licenciatura em Filologia Germânica e a Universidade Aberta conferiu-lhe a profissionalização. Apanhado pelo 25 de abril, milita na esquerda, tendo sido candidato à Assembleia Constituinte de 1975. Ainda durante o ensino dedicou-se à agricultura, nomeadamente à bovinicultura. Agora reformado dedica-se a cuidar do jardim e a orientar o Monte que lhe coube. Aí lê, escreve e convive com os amigos. Tem uma vida boa, na expetativa do dia de poder devolver à Natureza os átomos que o constituem. |


Reviews
There are no reviews yet.