«António Barreto é frequentemente apresentado como um «senador do regime». Ao longo de anos e décadas, foi acumulando uma extraordinária experiência e uma invulgar sabedoria, continuando a impor-se no palco nacional por mérito próprio – pela sua independência tranquila, a respeitabilidade da sua pessoa, a autoridade das suas palavras esclarecedoras, o seu juízo sólido, maduro, equilibrado, quase sempre dissonante do mainstream ou das «ideias recebidas»; quase sempre crítico do poder.
Retirou-se muito cedo da vida política activa (1991), com 49 anos. Chegou talvez alto demais cedo demais: aos 34 anos já era ministro (e antes disso já fora secretário de Estado). Esta precocidade, porém, não desfaz o paradoxo que tanta gente de há muito estranha. António Barreto tinha tudo para ser tudo o que há para ser em Portugal. E não foi. Porquê? Este livro pretende fornecer uma explicação satisfatória para um fenómeno que permanece singular, misterioso, intrigante.»
| ISBN | 9789722060110 |
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| Ano | 2016 |
| Número de páginas | 528 |
| Capa | Brochado |
| Editora | Dom Quixote |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Biografias
Maria de Fátima Bonifácio
Maria de Fátima Bonifácio (n. 1948) doutorou‑se (1990) e agregou-se (1997) em História Contemporânea de Portugal na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde foi docente de 1980 a 2006, e reformou-se em 2012 como investigadora‑coordenadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.Dos vários livros que publicou, destacam‑se Seis Estudos Sobre o Liberalismo Português (1991), Apologia da História Política (1999), D. Maria II (2005), Memórias do Duque de Palmela (2011), Um Homem Singular. Biografia Política de Rodrigo da Fonseca Magalhães (2013) e A Republicanização da Monarquia (2022). Pela escrita da presente obra, A Monarquia Constitucional 1807-1910 (2010), recebeu o Prémio Máxima de Ensaio.
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