Em cinco capítulos, São Tomás de Aquino refuta a interpretação que os averroístas propuseram do tratado de Aristóteles intitulado «De Anima». Neste tratado, Aristóteles designava por «intelecto potencial» (ou «possível») a faculdade de adquirir formas inteligíveis novas a partir da experiência sensível. Ora, Averrois via no intelecto potencial uma realidade única para todos os homens e, portanto, radicalmente separada das almas individuais.
Considerando esta interpretação incompatível com a doutrina cristã da imortalidade da alma individual, São Tomás de Aquino afirma aqui a identidade do intelecto e da alma, a qual deve ser compreendida, em conformidade com o que indica Aristóteles, como acto e forma do corpo. Assim, o intelecto é próprio de cada um e, mesmo se está intimamente ligado ao corpo, sobrevive-lhe eternamente, devido à sua natureza supracorporal.
Este tratado, de carácter nitidamente político, teve a sua importância no largo debate sobre a definição da alma e das suas relações com o corpo, que agitaria a segunda metade do século XIII.
| ISBN | 9789724420509 |
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| Ano | 2018 |
| Número de páginas | 230 |
| Edição | Reimpressão 2026 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Edições 70 |
| Coleção | Textos Filosóficos |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
São Tomás de Aquino
TOMÁS DE AQUINO nasceu em 1224, de uma nobre família napolitana. Ingressou aos vinte anos na Ordem dos Dominicanos. Estudou em Colónia; foi discípulo de Alberto Magno; graduou-se em Paris e leccionou neste cidade e em Itália. Desde 1269 até 1272 desenvolveu intenso labor intelectual em Paris, em contínua polémica com os averroístas e com os franciscanos augustinianos. Faleceu em 1274.
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