Há Justiça com provas ilicitamente obtidas? A afirmação sublinha o triunfo da Verdade, independente dos meios. A negação, assente na Lealdade e no processo equitativo, proscreve meios de prova desleais.
Como salienta António Henriques Gaspar no prefácio: “(…) o sentido de utilidade e a finalidade da prova não podem significar a aceitação de todos os meios e de todas as provas (…).
Hoje, no tempo dos relativismos, na pressão das descontinuidades axiológicas e da prevalência de soluções utilitaristas de eficácia imediata e simples, acompanhadas da sedução fácil da intensidade dos meios, do desdém pelos segredos socialmente relevantes e dos pragmatismos avulsos com fragilidade ou ausência de critérios, podemos pressentir um ambiente disposto a afrouxar os limites, envolvido no manto admirado da realização, apenas por aí, da suposta verdadeira justiça”.
É na busca de solução práctica para os problemas que a prova ilícita convoca, que se efectua a presente reflexão.
| ISBN | 9789724075556 |
|---|---|
| Ano | 2018 |
| Número de páginas | 508 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Almedina |
| Coleção | Casa do Juiz |
| Categorias |
Livros > Direito > Direito Processual
Carlos Castelo Branco
Desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa desde 2019 |


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