Marina Nemat tinha apenas dezasseis anos quando foi presa, torturada e condenada à morte pelo regime iraniano. Até esse momento, a sua vida em Teerão girava em torno da escola, de festas, e da paixão que sentia por Andre, o jovem que conhecera na igreja. Mas o regime de aiatola Khomeini tinha planos diferentes para o Irão – um país que considerava demasiado ocidentalizado.
Quando a Matemática e a História deram lugar ao estudo do Corão e à propaganda política, Marina protestou. A professora respondeu-lhe: “Se não gostas, vai-te embora.” Ela assim fez — e, para sua surpresa, foi seguida por vários colegas. Pouco depois, foi detida juntamente com centenas de outros jovens que ousaram manifestar-se. Levada para a infame prisão de Evin, foi interrogada e espancada com violência até perder os sentidos. Condenada à morte por se recusar a revelar os nomes dos amigos, estava a poucos minutos de ser executada quando Ali, um guarda que entretanto se apaixonara por ela, a retirou do pelotão de fuzilamento. Ali exigiu um preço exorbitante pelo favor — Marina teria de aceitar casar com ele, abandonar a sua fé cristã e abraçar o islão. Caso recusasse, ele garantiria que a sua família seria punida. Marina passou os dois anos seguintes como prisioneira do Estado e do homem que tinha nas mãos a sua vida — e a vida da sua família.
A Prisioneira de Teerão é um testemunho poderoso da resiliência humana face à opressão, e da luta pela liberdade e pela dignidade.
| ISBN | 9789892368245 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 336 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Asa |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Biografias
Marina Nemat
Marina Nemat nasceu em 1965, em Teerão, Irão. Após a sua detenção na prisão de Evin, emigrou para o Canadá, país que desde então considera a sua casa. A Prisioneira de Teerãofoi editado em cerca de trinta países, tendo alcançado o estatuto de bestseller internacional. Foi também nomeado para vários prémios literários, incluindo o Young Minds Award, no Reino Unido, e o Borders Original Voices Award, nos Estados Unidos. Em 2007, Marina recebeu o primeiro Human Dignity Award do Parlamento Europeu e, em 2008, foi distinguida com o prestigiado Prémio Grinzane em Itália. Atualmente, dá aulas sobre a escrita de memórias na School of Continuing Studies da Universidade de Toronto. |


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