José é um jovem da periferia de Lisboa em plena década de 1960, que assiste aos anos finais do Estado Novo, vendo os pais dos seus amigos embarcarem para a guerra em África, participando no apoio às vítimas das terríveis cheias de 1967 e tomando contacto com as ideias políticas e intelectuais, os livros, a música e os filmes vindos de fora do país, muitas vezes clandestinamente. Ao longo dos seus anos de juventude, verá o desenvolvimento da luta antifascista, a opressão, o papel da música de intervenção, o festival de Vilar de Mouros e a queda do regime em 1974.
Após o 25 de Abril, integrará os sectores mais ativos da esquerda militar, personificando o radicalismo, a desobediência e a intervenção revolucionária que de alguma maneira caracterizaram o período que ficou conhecido como PREC.
O livro que o leitor tem em mãos foi coproduzido a duas mãos. Raquel Varela é historiadora, ensaísta, professora e pós-doutorada em história das revoluções e do trabalho. Robson Vilalba é ilustrador, sociólogo e pós-graduado em história da arte. Se a primeira é uma das historiadoras com obra mais relevante sobre a história da revolução portuguesa, o segundo foi pioneiro no jornalismo narrativo em banda desenhada no Sul do Brasil. Este encontro transoceânico, de «Tanto Mar», é o que tornou esta obra possível.
| ISBN | 9789722543514 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 176 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Bertrand |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Raquel Varela
Raquel Varela, historiadora, professora universitária e investigadora, é autora de A História do PCP na Revolução dos Cravos (2011), História do Povo na Revolução Portuguesa – 1974-75 (2014), Breve História da Europa (2018) e Breve História de Portugal – A Era Contemporânea (1807-2020) (2023), entre outros. Tem mais de quarenta livros publicados ou editados. É especialista em história do 25 de Abril e também em história das revoluções no século XX. Participa semanalmente em programas de televisão e rádio, e é guionista de documentários. Foi agraciada com vários prémios, entre eles, o Prémio da Associação Ibero-Americana de Comunicação/Universidade de Oviedo, Espanha, pelo seu contributo para a história global do trabalho e dos movimentos sociais. Em 2020, foi distinguida com a bolsa de investigação Simone Veil, Project Europe-Universidade de Munique. É presidente do Observatório para as Condições de Vida e Trabalho. |


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