Este livro traça trajetórias individuais, reconstitui movimentos ou tendências e, ao mesmo tempo, reconstrói os contextos capazes de atribuir sentido às obras dos principais escritores, artistas e intelectuais portugueses.
Longe de alinhar numa espécie de biografismo, o resultado que se pretende alcançar é o de um olhar histórico e sociológico dos escritores, dos intelectuais e dos movimentos culturais.
| ISBN | 9789724426419 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 574 |
| Edição | Reimpressão 2024 |
| Capa | Brochado |
| Editora | Edições 70 |
| Coleção | Lugar da História |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Diogo Ramada Curto
Diogo Ramada Curto (1959–2026) foi um dos mais destacados historiadores portugueses contemporâneos, reconhecido pelo seu contributo decisivo para a renovação dos estudos sobre a história de Portugal numa perspetiva crítica, global e interdisciplinar.Doutorado em Sociologia Histórica, lecionou desde 1981 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde se tornou professor catedrático e formou várias gerações de estudantes. Ao longo da sua carreira, manteve uma intensa atividade internacional, tendo sido professor da Cátedra Vasco da Gama em História da Expansão Europeia no Instituto Universitário Europeu de Florença (2000–2008) e professor visitante em instituições como Brown University, Yale University, King’s College London e a École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris.Os seus interesses de investigação centraram-se na história global, colonialismo, imperialismo e escravatura, destacando-se pela crítica consistente às leituras nacionalistas do passado e pela defesa da história como um exercício de reflexão crítica e liberdade intelectual.Teve também um papel relevante no campo editorial, sendo cofundador e diretor da coleção “Memória e Sociedade” (Difel), através da qual introduziu no panorama português dezenas de obras fundamentais das ciências sociais, e mais tarde dinamizador da coleção “História e Sociedade” (Edições 70).Entre as suas obras mais relevantes destacam-se Cultura Imperial e Projectos Coloniais, Séculos XV a XVIII (Unicamp, 2009) e a coorganização de A Expansão Marítima Portuguesa, 1400–1800 (Edições 70, 2010).Em 2024, foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional de Portugal, onde reforçou o papel das bibliotecas como espaços de conhecimento, investigação e encontro. O seu percurso académico e intelectual permanece como uma referência incontornável na historiografia portuguesa contemporânea.
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