No seguimento da publicação de A Essência doCristianismo (1841), por Ludwig Feuerbach, MosesHess escreve Sobre a Essência do Dinheiro (1845), aprimeira tentativa de transposição do conceitofeuerbachiano da «alienação» religiosa para asesferas da vida social e económica: o que Deus é nomundo das ideias, o dinheiro é no mundo real dasociedade moderna, ambos projecções dos própriospoderes e actividades sociais dos seres humanos.
Com um espírito de indignação e uma linguagem tãofilosófica quanto alegórica, Hess procura mostrar odinheiro como o ponto culminante de uma longahistória da alienação humana, um «Além terreno»,tornado «substância de todas as aspirações sociais» ebaseado na lógica «predatória» da livre concorrência,no egoísmo, na propriedade privada e na vendavoluntária de si mesmo. Um texto injustamenteesquecido, com intuições fulgurantes que antecipamtemas do que viria a ser a crítica da economiapolítica de Karl Marx.
| ISBN | 9789726084471 |
|---|---|
| Ano | 2023 |
| Número de páginas | 112 |
| Edição | 1 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Antígona |
| Categorias |
Livros > Ciências Económicas > Economia
Moses Hess
Moses Hess (1812-1875) foi um filósofo e jornalista alemão de origem judaica, cujo nome é hoje associado tanto às origens do comunismo como do sionismo. Autodidacta e uma das figuras da «juventude hegeliana», foi fundamental para o trajecto filosófico que liga Hegel a Karl Marx, e, enquanto amigo e colaborador deste e de Friedrich Engels, decisivo para a formação do movimento comunista na década de 1840. Ao longo de uma vida atribulada, com vários períodos de exílio e pobreza, e eclecticamente inspirado por Espinosa, Hegel, Fichte e Feuerbach, produziu uma obra heterogénea e controversa, repleta de intuições e previsões brilhantes, motivada por preocupações com a generalização moderna da lógica capitalista da concorrência, da miséria humana e do anti-semitismo europeu. Foi autor, entre outros títulos, de Die europäische Triarchie (1841), Sozialismus und Kommunismus (1843) e Rom und Jerusalem — Die letzte Nationalitätsfrage (1862), inéditos em Portugal. |


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