Num esforço começado em 2018, aqui se encerra a publicação dos livros de poesia éditos de António Ramos Rosa. E se chegados a este terceiro volume nos assustar as quase três mil páginas somadas de poemas, melhor é seguir o concelho de Rosa Maria Martelo, no posfácio aqui reservado: o de ler Ramos Rosa in media res, ou constelarmente, percorrendo a sua «maiêutica interna» ou questionamento ativo, tentando com ele responder aos muitos problemas que a sua poesia sempre levantou ou mais humildemente, parece-nos, com ele questionarmos a raiz do discurso e das coisas.
O círculo, a pedra do mundo
o gozo do claro despertar
a lenta existência do igual
o que está sempre velando adormecido
eterno nas suas veias de silêncio.
| ISBN | 9789723724561 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 920 |
| Capa | Cartonada |
| Editora | Assírio & Alvim |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
António Ramos Rosa
Destacado poeta e crítico português nascido em Faro em 1924. Foi militante do MUD (Movimento de União Democrática) e conheceu a prisão política. Trabalhou como tradutor e professor, tendo sido um dos directores de revistas literárias comoÁrvoreeCassiopeia. O seu primeiro livro de poesia,O Grito Claro, foi publicado em 1958. A sua obra poética ultrapassa os cinquenta títulos. É ainda autor de ensaios, entre os quais se salientaA Poesia Moderna e a Interrogação do Real(1979-1980). Em 1988 foi distinguido com o Prémio Pessoa. Faleceu em setembro de 2013. |


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