Nariz, boca, ouvidos, covinhas, umbigo e outras… as nove portas que canta amorosamente. Apollinaire evocam no nosso imaginário prazeres voluptuosos ou interditos. Neste ensaio impertinente e erudito, Jean-Pierre Dufreigne passa em revista as práticas libertinas reservadas a algumas dessas portas, as funções estéticas, originais ou mesmo desconhecidas que lhes são próprias, e as relações que unem, através delas, o erotismo e a gula.
Romancistas,filósofos, poetas, pintores, músicos, teólogos são igualmente evocados para nos lembrar que arte e prazer são gémeos desde a invenção do homem e da mulher. Aprenderemos assim tanto sobre a origem umbilical dos tortellini e o carácter filantrópico do cunilínfua como sobre as visãoes erótico-gulosas de Ferrari, o dramatismo do rim em Joyce, o desespero ensolarado de Watteau, os cus de Miguel Ângelo ou o talento de Sharon Stone…
Um livro brilhante, inteligente, engraçado, escrito na verdadeira tradição dos ensaios literários franceses, onde o estilo é posto ao serviço do espírito, onde o humor se mistura com a reflexão num fundo de erudição subtil. O autor tentou nunca aborrecer, muitas vezes divertir – o que há de mais divertido que uma apologia do prazer sob as suas melhores formas?
| ISBN | 5601072042940 |
|---|---|
| Ano | 1997 |
| Número de páginas | 177 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Publicações Europa-América |
| Coleção | Estudos e Documentos |
| Categorias |
Livros > Literatura > Ensaio Literário
Jean-Pierre Dufreigne
|


Reviews
There are no reviews yet.