O Cinema no Discurso do Poder é um dicionário que efetua o levantamento da legislação dirigida à instituição cinematográfica desde a existência do cinema em Portugal (1896) até 1974, percorrendo três regimes, o fim da Monarquia Constitucional (1896-1910), a Primeira República (1910-1926) e o Estado Novo (1933-1974).
O dicionário é constituído por um total de 123 entradas, que têm na sua base a análise de seis temas globais, concretamente:
(1) Poder e órgãos inspetivos (11 entradas);
(2) Cinema, educação e propaganda (12 entradas);
(3) Censura, critérios, processo e organismos (14 entradas);
(4) a indústria, os agentes económicos e o Estado (38 entradas);
(5) Espetáculo cinematográfico (31 entradas);
(6) Profissionais e organismos do setor (17 entradas).
O Cinema no Discurso do Poder é o primeiro estudo sistemático sobre a forma como os poderes políticos enquadraram a atividade cinematográfica em Portugal, a partir de uma fonte sistemática e contínua como é o caso da legislação, que por isso mesmo é entendida como discurso que expressa a vontade normativa dos poderes instituídos.
| ISBN | 9789892611945 |
|---|---|
| Ano | 2017 |
| Número de páginas | 380 |
| Editora | Imprensa da Universidade de Coimbra |
| Categorias |
Livros > Artes > Cinema
Jorge Seabra
JORGE SEABRA é professor de história e estética do cinema na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Desde os inícios dos anos noventa que investiga as relações entre o cinema, a memória e a identidade tendo, nesse âmbito, produzido uma tese de mestrado (1993), de doutoramento (2007), efetuado diversas publicações, conferências e orientado seminários sobre o assunto. Tem em curso uma investigação sobre o discurso do poder republicano e estadonovista relativo ao cinema, que deverá concluir em Março de 2014, no âmbito do qual virá a produzir um dicionário temático, projecto que é apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. É investigador integrado do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, pertencendo ao grupo “Correntes Artísticas e Movimentos Intelectuais”, no qual coordena a área “O Cinema e o Tempo”. |


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