O elevador caiu. Os corpos ainda não arrefeceram, mas a família desfaz-se. O luto não é só perda – é também libertação, é fuga, é abandono. E, para uma criança, pode ser o fim decisivo da inocência.
Quinze anos depois, é nos fragmentos difusos de uma infância marcada pelo medo que o narrador, agora adulto, tenta dar forma ao seu trauma e compreender quem se tornou. Nesta dolorosa narração, há lapsos, imagens que se repetem, detalhes que só mais tarde ganham significado. Nenhuma pedra fica por virar: o abuso, tão difícil de nomear; a violência, por vezes física, quase sempre emocional; e o abandono, sempre o maldito abandono, vindo de quem nunca deveria ter ousado pensar em partir.
«Olho essa violência de frente, defino-a em rigor, nomeio-a, dou-lhe a minha voz para que ninguém faça dela a sua fala. Feito em pedaços de pedra, é a mim que a minha dor pertence.»
Uma nova voz na literatura portuguesa – urgente, inconfundível. Álvaro Curia está de regresso com um romance em que a escrita é ferida, denúncia e salvação.
| ISBN | 9789899254350 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 216 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Manuscrito |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Álvaro Curia
Filho de mãe brasileira e pai português, diz-se de nacionalidade atlântica com coração portuense. Trabalhou na RTP2, no JN e na Greenpeace, em Amesterdão. Doutorado em História, ensina cultura e língua portuguesas a estrangeiros, na Universidade do Porto e na Universidade Fernando Pessoa. Com Ludgero Cardoso, fundou em 2019 o Literacidades, conta no Instagram dedicada aos livros, com conteúdos sobre promoção de hábitos de leitura e divulgação literária. Gosta de temperaturas acima de 40 graus, de São Paulo, de Sevilha e de Lucca, e dos seus três cães: Oliver, Lídia e Lucas. |


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