Lília Tavares procura seguir o rasgo aberto por Bailarinas de Corda (2019) no entrançado tecido quesilencia a essência de cada mulher.
Quando a autora nos convoca a ler estas mulheres, pássaros, convida-nos para um caminho que nos vaiapurando sentidos, integrando partes de nós e de outros numa rede relacional. Deparamo-nos commulheres que esperam, incompletas, mulheres fragilizadas, mulheres que se descobrem fortes eguerreiras nos sentimentos. As cordas de afectos voltam a estar presentes nos poemas que dedica amulheres significativas da vida da autora. Como num embalo.
Sobre Bailarinas de Corda escreveu Edgardo Xavier: “Em regra, a poesia de Lília Tavares é simples.Em regra, uma procura úbere de temas remanescentes. Água, vento, natureza e uma inquieta vivênciade espírito que arrasta o corpo, a pele, a vontade para lugares de incontornável beleza, de força, dediferença. Vai e fica, está e saiu há muito tempo para onde o corpo se diga calado e a sede se cumpracomo essência, como sangue. Lília Tavares é geradora de uma poesia que nos força a viver o ladointemporal das coisas, das marés, das aves que segue para voltar alada ao caminho que nunca deixou.
Edgardo Xavier, poeta, artista plástico e crítico de Arte
| ISBN | 9789899070929 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 84 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Poética Edições |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Lília Tavares
Lília Tavares, nascida em Sines, traz dentro de si a sua terra natal e vive entre Oeiras, Lisboa, Porto e o resto do mundo. Licenciada em Psicologia Clínica no ISPA, fez o seu percurso profissional ligado à reabilitação de jovens e adultos em exclusão social. Começou a escrever textos poéticos aos treze anos enquanto estudante, inserida num contexto académico em que fervilhavam ideais e de onde saíram vários intelectuais do Baixo Alentejo, como António Guerreiro e José antónio Falcão. Influenciada por este último, começou a divulgar a sua poesia no então Diário de Setúbal. |


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