José Saramago não aceitava o princípio segundo o qual somos impotentes perante um sistema mundial inumano que estimula a desigualdade e a desumanidade. Para o escritor, cada um de nós pode e deve ser um factor de construção de uma nova Humanidade, convocando e aplicando dia-a-dia valores morais voltados para o bem comum.
Este ensaio pretende contribuir para a compreensão da problemática do mal quer em José Saramago, quer, a partir da sua escrita e do seu pensamento, na acção individual e na prática social e política (na vida ética): o mal substantivado na História em instituições como a Inquisição, a monarquia e outras formas de governo, e em poderes económicos como o do latifúndio alentejano anterior à Revolução de Abril e o dos mercados neoliberais; e o mal como princípio não acidental do humano, tão inscrito na nossa natureza como o bem e sempre em vias de se manifestar em múltiplas e (im)previsíveis formas.
| ISBN | 9789896716981 |
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| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 416 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Tinta da China |
| Categorias |
Livros > Literatura > Ensaio Literário
Carlos Nogueira
Diretor científico da cátedra José Saramago da Universidade de Vigo. O seu trabalho docente e de investigação tem-se centrado especialmente nas relações entre a literatura, a filosofia, a política e o direito. Tem publicado livros de ensaio em editoras como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Imprensa Nacional — Casa da Moeda, a Porto Editora, as Edições Europa-América, as Edições Lusitânia e a Livraria Lello. Recebeu o Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho, o Prémio de Internacionalização da Produção Científica da FCSH — Universidade Nova de Lisboa e o Prémio Montepio de Ensaio.
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