Anne Applebaum faz uma reconstrução histórica da origem e evolução dos campos de concentração soviéticos, colocando esta terrível realidade no centro da História do século XX. Com detalhe e precisão, a partir de memórias de prisioneiros e documentação histórica, é-nos relatado o quotidiano no campo: as automutilações para evitar o trabalho forçado, os casamentos entre prisioneiros, a vida de mulheres e crianças, rebeliões e tentativas de fuga.
Bem documentado e rigoroso, o livro demonstra que o Gulag nasceu não só da necessidade de isolar aqueles que o Partido Comunista considerava inimigos, mas também para obter uma vasta mão-de-obra escrava que trabalhava a troco de comida em projetos gigantescos como o do canal do mar Branco ou as minas de Kolimá. Depois de descrever o horror organizado pelo regime soviético, Gulag narra como Gorbachev, cuja família foi vítima desta política repressiva, pôs fim a este regime prisional, libertando os cidadãos de um dos sistemas mais perversos e cruéis que o mundo já conheceu.
«Um livro importante e comovente. Uma história assustadoramente inesquecível.» Antony Beevor
| ISBN | 9789722542425 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 728 |
| Editora | Bertrand |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Anne Applebaum
Anne Applebaum é historiadora e jornalista. Escreve sobre a Europa Oriental e a Rússia desde 1989, quando cobriu o colapso do comunismo na Polónia para a revista The Economist. Foi colunista do The Washington Post e editora-adjunta da revista TheSpectator. É redatora da revista The Atlantic e senior fellow no Agora Institute da Universidade Johns Hopkins. É autora de vários livros publicados pela Bertrand Editora, incluindo Gulag: Uma História, que ganhou o Prémio Pulitzer de não-ficção em 2004; A Cortina de Ferro, sobre a sovietização da Europa Oriental após a Segunda Guerra Mundial, distinguido com o Prémio Cundhill de Literatura Histórica de 2013; e Fome Vermelha, sobre a fome ucraniana de 1932-33, que fornece o pano de fundo para o conflito russo-ucraniano. Em 2020, publicou O Crepúsculo da Democracia, que analisava o carácter apelativo da autocracia para os intelectuais e políticos ocidentais. |


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