As histórias que compõem este livro, como quase sempre acontece na inventiva escrita de Clarice Lispector, partem de circunstâncias comuns e desembocam no plano do extraordinário. Falam de pão com manteiga, beijos de mãe e primeiros beijos, um livro aberto, um macaco de saia curta, Deus nas acácias. Falam de desejo, inveja, perdão, esperança, amor e descoberta. A protagonista da história que dá título à coletânea vive consumida pela cobiça do tesouro de outra rapariga: os livros a que ela, filha de um livreiro, tem acesso. Mote para uma narrativa de desejo intenso a partir do imaginário da juventude, este conto dá o tom para todo o livro, publicado pela primeira vez em 1971. Da apologia da leitura à tristeza do Carnaval ou às audácias de uma galinha, passando, sempre, pela interrogação do que define o humano, estas são histórias íntimas, de alcance literário intemporal.
«Em Clarice o género não conta, porque é ela e só ela no centro do que escreve, tudo o que escreve emana dela, não cita, não imita, não parafraseia, não programa, não reproduz o episódio, nem sequer ela narra. Vai puxando frase atrás de frase, construindo um pensamento literário.»
Luísa Costa Gomes, nota de apresentação
| ISBN | 9789895891320 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 184 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Companhia das Letras |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Clarice Lispector
A 10 de dezembro de 1920, nasce Clarice Lispector, que viria a tornar-se figura maior da literatura do século XX. Recebe, ao nascer numa aldeia da Ucrânia, o nome «Haia», que significa «vida». Para fugir à guerra civil e à perseguição dos pogroms, a família decide emigrar: em 1922, Clarice Lispector aporta no Nordeste do Brasil, acompanhada pelos pais e as duas irmãs. Mudam de nome, começam uma nova vida. |


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