DUARTE SCOTT: A ESTREIA DE UM NOVO POETA PORTUGUÊS NA COLECÇÃO DE POESIA DIRIGIDA POR PEDRO MEXIA
«Quem nos disse», pergunta Duarte Scott, «que as emoções importantes não são as que sente o corpo sem que se intrometa o pensamento?». Em Exposição, livro que muito expõe e muito esconde, o pensamento intromete‑se no corpo, e o inverso. São poemas da inteligência e da sensibilidade, sumamente auto‑conscientes, versos limados, quase‑rimas, cesuras, um discurso poético em plena maturidade dos seus meios expressivos, seja o poema elíptico, vindo de algum hermetismo de 1960; a alegoria erótica, à D.H. Lawrence;ou os «prosímetros», combinações de prosa e verso tão antigas quanto a própria poesia, e usadas, entre os modernos, por William Carlos Williams (os poemas em inglês, como as referências italianas, dão conta do percurso cosmopolita do autor). Scott cultiva o sentido de forma, afirma a centralidade dos sentidos, e medita sobre o sentido das coisas, do engate ao luto. Anunciadas «sob o signo do sino», quer dizer, do sino da aldeia, estas grandes alegrias e grandes tristezas repercutem‑setambém em ambientes urbanos, incluindo um S. Sebastião num museu, lugar identitário bem conhecido, mas que aqui termina, ironicamente, com a reprodução triunfando sobre o original. – Pedro Mexia
| ISBN | 9789896717292 |
|---|---|
| Ano | 2023 |
| Número de páginas | 80 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Tinta da China |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Duarte Scott
Duarte Scott nasceu em Lisboa. Está a meio da sua idade. Viveu no Reino Unido metade dessa metade. A outra metade, em Portugal. Escreve nas duas línguas. Terreno é o seu segundo livro, depois de Exposição. |


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