«Da minha mãe, só tenho duas fotografias a preto-e-branco. […] Escrevo este livro para que a minha mãe se torne real.»
Mais de cinquenta anos depois de ter sido misteriosamente abandonada, Maria Grazia Calandrone parte em busca do seu passado. Percorre os lugares onde a mãe viveu, recolhe testemunhos, mergulha em arquivos, analisa fotografias, cartas, objetos. Reconstrói, assim, a vida de uma mulher ostracizada por se ter apaixonado por um homem a quem não estava destinada, numa época que condenou ambos à morte mais trágica. Lucia foi uma rapariga pobre, mas indomável, sem estudos, mas decidida, rejeitada pela família, mas amorosamente dedicada. Antes de morrer, cuidou para que a sua filha tivesse outra sorte. Como foi?
Narrativa de rara beleza, Escrito com Sangue na Água é uma viagem a águas fundas: à condição indigna das mulheres do povo, às feridas do pós-guerra, aos dogmas do catolicismo e aos restos do fascismo, mas também ao território da paixão, da resistência, da memória e do amor materno. Uma viagem tão íntima quanto política, que revela uma história que primeiro se tornou notícia de jornal e, depois, literatura.
| ISBN | 9789895894277 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 288 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Alfaguara |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Maria Grazia Calandrone
Maria Grazia Calandrone nasceu em 1964, em Milão, e vive em Roma. É escritora, jornalista e artista visual. Colabora com a estação de televisão RAI e escreve para o jornal Corriere della Sera. É autora de coletâneas de poesia, de peças de teatro e, entre outros, dos livros Splendi come vita (2021, finalista dos prémios Strega, Bergamo e Comisso), Magnifico e tremendo stava l’amore (2024, Prémio Scrivere per amore) e Dimmi che sei stata felice (2025). Escrito com Sangue na Água — finalista do Prémio Strega em 2023 e publicado, entre outros países, no Reino Unido, em França e em Espanha — marca a estreia de Maria Grazia Calandrone em Portugal. |


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