«É absolutamente utópico encontrar uma soluçãopara os males que afetam a economia quando seignoram sistematicamente as suas causas, que nãosão o défice público, nem a dívida, nemevidentemente que os cidadãos vivam acima dassuas possibilidades, mas a natureza essencialmentecorrupta de uma parte substancial do sistemafinanceiro e a sua relação com os poderes políticosque o deveriam regular.»O capitalismo está a matar a classe média. Odesemprego não para de crescer, as desigualdades entrericos e pobres acentuam-se, quem ainda tem trabalhoperdeu o poder de compra, afogado em impostos e emcortes salariais, a bem da austeridade, há uma reduçãono acesso a serviços públicos outrora garantidos esurgem os chamados, novos-pobres, pessoas que até háalgum tempo viviam confortavelmente, e que hoje nãotêm o que comer. O medo instalou-se na nossasociedade. A vida como a conhecíamos é agora umamiragem longínqua. Mas afinal para que servem ossacrifícios dos portugueses? O jornalista SantiagoCamacho põe o dedo na ferida. Apesar de serem o pilarfundamental da sociedade e o motor da economia, estaspessoas não foram beneficiadas por resgastesfinanceiros, nem por injeções de capital, linhas de créditoe outras regalias como os bancos, um dos principaiscausadores da atual situação. Portugal negociou com aTroika um empréstimo financeiro de 78 mil milhões deeuros, dos quais 12 mil milhões são destinadosexclusivamente à recapitalização da banca… Então,porque é que há dinheiro para entidades financeiras,manchadas por negócios duvidosos enquanto a classemédia paga a fatura sem ver um cêntimo? Porque é queesta classe luta para sobreviver, enquanto as classes altas conseguem escapar às rigorosas medidas deausteridade, nomeadamente através da transferência deavultadas quantias de dinheiro para paraísos fiscais, quecontinuam por fiscalizar, mas que representam oesconderijo de um quarto da riqueza privada mundial?Numa linguagem direta e arrojada, o jornalista SantiagoCamacho, autor da obra A troika e os 40 ladrões, analisao modo como o capitalismo, através de jogadaseconómicas e financeiras arriscadas e dos interessespolíticos dominantes, coloca em causa a estabilidadeeconómica e social mundial, principalmente nos países doSul da Europa. É preciso pensar esta crise económica,quem beneficia com o fim da classe média. Observar deforma crítica o papel que a Alemanha tem vindo adesempenhar, olhar para as economias emergentes,como o Brasil ou a poderosa China, que tenta roubar oprotagonismo aos Estados Unidos, no plano económicomundial. E delinear cenários difíceis, mas possíveis, paraum futuro que os políticos nos teimam em esconder
| ISBN | 9789896264901 |
|---|---|
| Ano | 2013 |
| Número de páginas | 232 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Esfera dos Livros |
| Categorias |
Livros > Ciências Económicas > Economia
Santiago Camacho
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