Mário de Sá-Carneiro é um poeta fora do seu tempo e, portanto, contemporâneo porque só é contemporâneo quem não coincide com o próprio tempo e não se adapta às suas pretensões. Por isso, plenamente consciente de ser o único a chegar a tempo a uma festa cujo convite, porém, declinou, Sá-Carneiro faz-se ele próprio ofensa e irrisão dos lepidópteros de uma época que é a sua, mas que recusa porque é incapaz de correr à sua velocidade. Talvez tenhamos de começar por aqui e admitir que não precisamos da vida de Mário de Sá-Carneiro — e muito menos da sua morte — para apreciar os seus versos e reconhecer-lhe a grandeza que, passado mais de um século, continua inalterada e inalcançável.
1.ª edição monolingue com edição de Giorgio de Marchis, prefácio de Adriana Calcanhotto e ilustrações de Kleber Sales.
| ISBN | 9789895362806 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Editora | Shantarin |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Mário de Sá-Carneiro
Mário de Sá-Carneiro [1890-1916] Poeta e ficcionista, foi um dos principais modernistas portugueses. Com Fernando Pessoa e outros, fundou a revista Orpheu. Escreveu parte da sua obra em Paris, cidade onde se suicidou com 26 anos. Princípio foi publicado em 1912, e a ele se seguiram A Confissão de Lúcio (ficção, 1914), Dispersão (poesia, 1914) e Céu em Fogo (ficção, 1915). |


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