Montada na sua égua baia, saiu a Senhora Morgada, naquela manhãde primavera, para a visita semanal às suas Quatro Quintas e aosseus caseiros. À medida que cavalgante e cavalgadura se iamaproximando do pinhal, a Morgada, rédea larga, altaneira, sentadana sela fofa, macia, inspirava os odores frescos da vegetação florida.A luz do Sol tornou-se quase impenetrável naquele matagal. Ospinheiros faziam sombra uns aos outros. E assim seguiam por váriascentenas de metros, quase um quilómetro. “As Quatro Quintas da Senhora Morgada” tinham a designaçãomatricial de Regada de Baixo, Regada de Cima, Regada Grande eRegada Redonda. Todas tinham casa de habitação. Daí que adesignação “caseiro” assentasse bem a todos e a cada um dosquatro que as cultivavam e nelas moravam, o que na maioríssimaparte dos casos da região não acontecia.Madalena teve vários pretendentes, mas amar, amar, um e só um,Eduardo, filho de uma família fidalga dos Neves de Queiroz quemantinha relações estreitas com os Vilar Seco.
| ISBN | 9789899289086 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 242 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Theya |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
José Manuel Azevedo e Silva
O autor nasceu em Tibaldinho, Mangualde, em 30 de maio de 1937. Professor da Universidade de Coimbra, desde 1983, desenvolveu a sua atividade, na docência e na investigação, no domínio da História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa e da História do Brasil. Tem 24 livros publicados e cerca de uma centena de artigos, prefácios e recensões. É, desde 1994, investigador do Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra. Foi galardoado com o Prémio Calouste Gulbenkian “História da Presença de Portugal no Mundo”, atribuído pela Academia Portuguesa de História, em 2 de julho de 2008. É Professor Jubilado da FLUC – Universidade de Coimbra, desde 30 de maio de 2007. A partir de então, passou a centrar as suas investigações e publicações, no domínio da História Local e Regional. |


Reviews
There are no reviews yet.