Acusado de corromper a juventude e de não acreditar nos deuses da cidade, Sócrates é condenado à morte por ingestão de cicuta, pena a que se submete voluntariosamente. Em Apologia de Sócrates, um dos textos mais pungentes e belos de toda a literatura ocidental, Platão apresenta a sua versão do discurso que Sócrates proferiu em sua defesa, antes de se submeter aos poderes da pólis. As palavras que o filósofo terá pronunciado naquela ocasião ecoaram ao longo dos séculos como exemplo de decência e probidade, e são hoje mais necessárias do que nunca.
Críton, o segundo dos diálogos que compõem este volume, trata da visita de um discípulo de Sócrates à cela do filósofo, na véspera da sua execução, propondo-lhe um plano de fuga. Durante a conversa que ambos entabulam, Sócrates defende que a injustiça não pode ser combatida com a injustiça, e rejeita a ajuda que o amigo lhe oferece. Pelo meio, discorre-se sobre o valor que se deve atribuir à opinião pública ou o dever de obediência às leis de um país, chegando-se a uma noção de justiça e apresentando-se o melhor meio de fazer frente à injustiça.
| ISBN | 9789724428314 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 112 |
| Edição | 3ª Edição – Reimpressão 2026 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Edições 70 |
| Coleção | Clássicos Gregos e Latinos |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Platão
Platão, filósofo grego, discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, viveu sensivelmente entre 423 e 348 a. C. Nasceu em Atenas e aí fundou a famosa Academia, onde ensinou as suas doutrinas filosóficas. Foi contemporâneo da democracia ateniense e dos sofistas, os quais combateu fervorosamente. A sua filosofia tem por coroamento a teoria das ideias: a verdade, objecto da ciência, não está nos fenómenos particulares e passageiros, mas nas ideias, tipos puros, ou arquétipos, de cada grupo de seres, de que cada exemplar é uma cópia mais ou menos imperfeita. |


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