Antologia Brutalista é um livro composto por cinco blocos temáticos: O código penal comentado (contos policiais ambientados no submundo das metrópoles brasileiras), Uma sociedade livre, justa e solidária (episódios da guerra social brasileira), Páthos (relatos centrados no fenómeno amoroso), Farsa depois tragédia(contos de matriz histórica) e Metempsicose (narrativas de horror sobrenatural).
Para a escola literária à qual adere o autor – o Brutalismo, um aprofundamento radical do Naturalismo Oitocentista -, os modos de organização social e de produção material vigentes nas sociedades ocidentais são essencialmente criminosos e predatórios: o capitalismo nada mais é senão um canibalismo metafórico que condena os indivíduos que vivem sob o seu tacão a práticas antropofágicas que nem sempre se concretizarão de forma meramente alegórica, como se vê no conto A doadora e no seu desdobramento.
Mas nem tudo é do na vida, Satanás não vence sempre: o leitor não deixará de encontrar, neste meio centenar de narrativas primorosas, algumas boas doses de humor, de poesia, de amor e de entrega sinceros, de triunfos verossímeis do ideal de justiça. Talvez esta seja a mensagem mais relevante da obra: nossos tempos são duros e soturnos, mas não precisam ser e nem serão duros e soturnos para sempre.
| ISBN | 9789895764242 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 344 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Guerra & Paz |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Ricardo Rao
Foi, ao longo da sua vida, advogado, jornalista, professor de Literatura, poeta, escritor e funcionário público. Após ler e sofrer com o Ensaio Sobre a Cegueira, transferiu-se com mulher e filhos para as Ilhas Canárias,onde se encontrou com o Nobel e deu início a uma tese de doutoramento sobre a obra saramaguiana. De retorno ao Brasil em 2006,após um divórcio traumático, Rao mergulhou na maior aventura existencial dasua vida, tornando-se oficial da agência estatal de proteção aos índios, com quem viveu dez anos. Em 2019, com metade da sua equipa morta a tiro e com a cabeça posta a prémio pelacamorras depoliciais corruptos que protegem os invasores das indígenas, exilou-se na Noruega. |


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