O presente texto, retirado, em boa parte, duma investigação de doutoramento apresentada na Faculdade de Filosofia da Universidade Complutense de Madrid em 2007, ensaia uma operação de transplante: toma o conceito de hospitalidade, geralmente associado ao terreno do ético, do político e do jurídico, e transfere-o para o campo do estético e, em particular, da criação artística. Guiado pelo estilo desconstrutivo de Jacques Derrida (1930-2004) faz anotações sobre a forma como reage a hospitalidade a este transplante. Não se trata dum exercício abstracto, pois é aplicado a um caso concreto: os desenhos de Álvaro Siza. Reflecte também sobre as questões prévias e de fundamentação: haverá alguma forma de legitimidade que suporte a deslocação dos marcos que delimitam os territórios do saber? Poderá o estético receber pacificamente e suportar a intromissão de um estranho no seu território?
| ISBN | 9789899679009 |
|---|---|
| Ano | 2011 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Casa Arquitectura |
| Categorias |
Livros > Artes > Arquitectura
Nuno Higino
Nuno Higino (Felgueiras, 1960) é autor de cerca de três dezenas de títulos para o público infantojuvenil, editados na Letras e Coisas, Campo das Letras, Caminho, Cenateca e Trinta Por Uma Linha. Tem outros títulos na área da poesia e do ensaio. É licenciado em Teologia e Filosofia e doutorado em Filosofia Estética pela Universidade Complutense de Madrid. É professor de Estética e História da Arte na Universidade Fernando Pessoa e de História da Cultura e da Artes no Colégio dos Salesianos (Porto). É responsável editorial da Letras e Coisas. É o Provedor da Arquitetura. Tem várias biografias publicadas, sobretudo para o público infantojuvenil, de figuras como S. João Baptista, Nuno Álvares Pereira, Pedro e Inês, Sophia, Daniel Faria, etc. |


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