A experiência juntava dois grupos de pessoas: as primeiras tinham acabado de comer, as outras estavam em jejum. Tinham de ler palavras em rápida sucessão. Os resultados foram quase iguais. A não ser num ponto. Sempre que as palavras tinham a ver com comida, quem estava em jejum conseguia melhor pontuação. A escassez aumentou a capacidade de foco dos participantes com fome (no que diz respeito ao bem em falta) sem lhes prejudicar outras faculdades. Mas o jejum era apenas temporário. Porque quando as privações são prolongadas, a escassez apodera-se da mente. E o resultado pode ser catastrófico. O bem em falta ganha uma importância desproporcionada. Se temos pouco dinheiro, só pensamos nas contas por pagar, afunilamos a perspetiva.
Deixamos de conseguir planear a prazo, perdemos imaginação e autocontrolo. As nossas capacidades cognitivas são abaladas a ponto de se refletirem negativamente nos testes de QI. E a vida (ou parte importante dela) passa-nos ao lado, tal como as oportunidades. Os pobres ficam mais pobres e geram filhos pobres. O princípio aplica-se também às empresas, organizações e culturas.
Críticas de imprensa:
A Tirania da Escassez analisa a nossa reacção instintiva aos efeitos que a privação e a austeridade provocam no cérebro o que por si só torna o livro uma leitura essencial para toda a classe política. The Guardian
| ISBN | 9789892325729 |
|---|---|
| Ano | 2014 |
| Número de páginas | 320 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Lua de Papel |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Psicologia
Sendhil Mullainathan
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