«Uma rapariga é um estado de espírito. Sofia buscava as sensações como um girassol seguindo o astro-rei. Para educar uma rapariga, seriam talvez necessárias várias mães: uma para a calçar, outra para a vestir; uma para a alimentar, outra para lhe apontar o bem e o mal; uma para lhe enxugar as lágrimas, outra para lhe afiar as unhas; e uma sétima para a preparar para a guerra.»
De Ana Cláudia Santos pode dizer-se que é a mais clássica, a mais indisciplinada das escritoras portuguesas contemporâneas. Na linhagem de Lavores de Ana, este é um livro de histórias que dão voz a personagens em confronto consigo próprias, quase sempre com vidas em desajuste perante as memórias que guardam ou os desejos que atiçam. Histórias que traçam uma fronteira indefinível entre inocência e violência, em que a linguagem é parte do corpo habitado pelas personagens, e em que o corpo é voz de um tempo, de uma geografia, de inquietações públicas e privadas.
| ISBN | 9789895896431 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 160 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Companhia das Letras |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Ana Cláudia Santos
Ana Cláudia Santos nasceu em 1984, em Lisboa. É escritora e tradutora. Traduziu, entre outros, Giambattista Vico, Carlo Collodi, Italo Svevo, Sergio Solmi, Fleur Jaeggy, Alba de Céspedes e Natalia Ginzburg. É autora de A morsa — Contos de inocência e de violência e de Lavores de Ana, considerado um dos melhores livros do ano de 2025 pelo jornal Público. Foi distinguida, em 2025, pelo Ípsilon como uma das escritoras do futuro em Portugal. |


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