Um psicoterapeuta sobrevivente do Holocausto reflete sobre como construir sentido para a vida em tempos de desespero.
«Cada época tem a sua neurose – e cada época necessita da sua própria psicoterapia.
De facto, hoje em dia, já não somos confrontados, como no tempo de Sigmund Freud, com uma frustração sexual, mas sim com uma frustração existencial. E o doente típico dos dias de hoje já não sofre tanto, como no tempo de Alfred Adler, de um sentimento de inferioridade, mas sim de um sentimento profundo de falta de sentido, que se associa a um sentimento de vazio – razão pela qual falo de um vácuo existencial.»
Publicado pela primeira vez em 1977, este texto não podia ser mais atual: vivemos, ainda hoje, numa era marcada pelo sentimento da falta de sentido. A depressão é uma das epidemias mais devastadoras dos nossos tempos e, apesar da variedade de medicações e terapias ao nosso alcance, poucas parecem oferecer resultados eficazes.
Viktor Frankl, um dos psicanalistas de maior renome do Séc. XX e fundador da análise existencial e humanista, discute, ao longo destas páginas, a génese deste sentimento de frustração existencial e aquilo que está na sua raiz: a busca de sentido.
Um clássico da história das ideias e uma leitura indispensável para os nossos dias.
| ISBN | 9789895940707 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 168 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Pergaminho |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Psicologia
Viktor E. Frankl
Viktor E. Frankl foi o fundador da escola psicoterapêutica chamada «Logoterapia e Análise Existencial», que é considerada por muitos autores como a «terceira escola de psicoterapia vienense», depois da Psicanálise de Sigmund Freud e da «Psicologia Individual» de Alfred Adler. É um dos autores e clínicos mais proeminentes da história da Psicoterapia e autor de algumas das reflexões mais originais sobre a condição humana. De origem judaica, nasceu em 1905 em Viena, tendo-se interessado desde muito cedo por Psiquiatria e Psicoterapia. Formou-se em Medicina na Universidade de Viena e especializou-se em Neurologia e Psiquiatria. Em 1942, Viktor Frankl, a mulher, Tilly, o irmão, Walter, e os pais, Gabriel e Elsa, foram presos e deportados para o gueto de Theresienstadt e mais tarde para Auschwitz. Os únicos sobreviventes foram Viktor Frankl e a irmã, Stella. Após a guerra, Viktor Frankl regressou a Viena, à prática psicoterapêutica e à carreira de docência universitária. Os seus livros conheceram um tremendo sucesso internacional, e foi Professor Convidado em universidades de todo o mundo.
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