Mark Twain e Oscar Wilde são, neste livro, os subversivos anfitriões de um louvor e de um lamento. Ambos louvam a mentira, que elevam ao estatuto de arte; ambos lamentam a decadência a que a mentira vinha, no seu tempo, o final do século XIX, a ser reduzida.
O que diriam Twain e Wilde, se fossem nossos contemporâneos, das mentiras dos nossos dias? O que chamariam às nossas fake news?
E será que é a mesma a mentira que Mark Twain e Oscar Wilde louvam e incensam nos dois ensaios que este livro reúne? A mentira caridosa e essencial para fazer o bem, de Twain, poderá ser geminada com a mentira transbordante de imaginação, criadora de beleza e de novos mundos, de Wilde?
| ISBN | 9789897028045 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 144 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Guerra & Paz |
| Categorias |
Livros > Literatura > Ensaio Literário
Mark Twain
Mark Twain foi baptizado à nascença, no ano de 1835, com o nome de Samuel Langhorne Clemens, que ficaria para sempre na sombra do seu pseudónimo. Filho de um advogado severo, terá sido a mãe a despertar‐lhe o sentido de humor, e é a ela que Twain dedica A Viagem dos Inocentes (livro que resulta do seu trabalho como correspondente), pela sua leitura «paciente» e «crítica caridosa». Twain começou por trabalhar como aprendiz de tipógrafo, em 1848, e alguns anos mais tarde já contribuía com artigos e histórias humorísticas para o jornal de um seu irmão, mas dedicou também alguns anos da sua vida a ser piloto de barcos. Foi num jornal do Nevada, com 27 anos, que nasceu a assinatura Mark Twain. As suas obras mais reconhecidas são As Aventuras de Tom Sawyer (1876) e As Aventuras de Huckleberry Finn (1884). Escritor muito citado, conta‐se entre as suas frases mais conhecidas o desmentido de notícias que anunciavam a sua morte, em 1897: As notícias da minha morte são manifestamente exageradas. Só em 1910 esse dia haveria de chegar. |


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