Tendo aparecido pela primeira vez em 1901, pouco depois da morte do escritor, em 16 de agosto de 1900, este relato integra-se naquele subconjunto que, nos últimos anos, temos designado, com referência ao seu autor, como provindo do labor finissecular do último Eça. Para além disso, ele traz consigo uma história editorial atribulada, como aconteceu com os chamados semipóstumos (que incluem também A Ilustre Casa de Ramires e A Correspondência de Fradique Mendes), ou seja, aquelas obras que estavam em processo de edição, quando Eça morreu.
Por isso mesmo, tornou-se necessária (e natural) a ajuda de quem pudesse terminar o que o romancista deixara inconcluso. Refiro-me, evidentemente, a Ramalho Ortigão, que assumiu, por encargo da família, a responsabilidade de preparar a edição princeps. Fê-lo, contudo, com hesitações e, não raro, com intervenções muito discutíveis, lidando com materiais desiguais, relativamente ao estádio de elaboração que eles traduziam.
| ISBN | 9789722732482 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 340 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Imprensa Nacional Casa da Moeda |
| Categorias |
Livros > Literatura
Eça de Queirós
Eça de Queirós nasceu em 1845. Depois do liceu no Porto, cursou Direito em Coimbra. Viveu em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. A sua obra maior é o romance Os Maias, publicado em dois volumes em 1888, na sequência de títulos como O Crime do Padre Amaro (1875), O Primo Basílio (1878) ou A Relíquia (1887). Grande parte da sua obra foi publicada depois da sua morte, a 16 de agosto de 1900, em Paris. |


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