Um romance sobre o que se cala, sobre o que permanece, e sobre as chaves que abrem as portas da memória e da dor.
Livro vencedor do Prémio Literário João Gaspar Simões atribuído pela Câmara da Figueira da Foz.
Neste livro vivem as portas que a memória não fecha.
Este é um romance de vozes entrelaçadas em torno de Deolinda, a criada-menina que acompanha uma família ao longo de toda a sua vida. Como tantas crianças-mulheres da história portuguesa, foi arrancada cedo à infância para servir, crescer depressa e aprender o silêncio. Ficou, assim, inscrita na intimidade das casas e das memórias, presença discreta e indelével.
À volta de Deolinda gravitam histórias marcadas pela violência dos afetos e dos tratos, atravessando famílias ricas e pobres, e deixando feridas que o tempo não apaga. O romance revela como essa violência molda destinos, contamina futuros e se perpetua, invisível, geração após geração.
As três personagens encontram-se na escrita. Escritor e editora confundem-se, fundem-se, e é desse encontro que nasce a vertigem do sofrimento — dita, escrita, finalmente escutada.
Obra distinguida por unanimidade pelo júri do Prémio Literário João Gaspar Simões, que destacou «a qualidade da estrutura formal», «a inteligência da estratégia narrativa» e «a dimensão sociológica da obra, que problematiza a relação entre indivíduo, memória e comunidade».
| ISBN | 9789895817573 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 168 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Oficina do Livro |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Margarida Fonseca Santos
Publicou o seu primeiro livro para crianças em 1995. |


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