Embora com tanta coisa indefinida ainda, apesar de não se saber bem como se iria ordenareste país agora sem polícia política, agora com o fim da guerra colonial à vista, comuma certa confusão onde estava o poder, nada disso abafava a ânsia de vir celebrar umdia que era hábito ser reprimido e perigoso para os mais atrevidos — era uma vontadeirreprimível de cantar o que era proibido, de mostrar que o povo exultava de alegria, quepor momentos se esqueciam as torturas, as prisões, os bufos, que se podiam gritar slogansrevolucionários da cor que cada um preferia, mas principalmente que todos éramoscidadãos de pleno direito, fosse qual fosse o nosso pensar, o nosso estatuto social, o nossonível educacional ou a nossa profissão — era o espírito da fraternidade em acto puro.”
| ISBN | 9789725594766 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 114 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Manufactura |
| Categorias |
Livros > Literatura
Mário Moura
Mário Moura. Licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, em 1952. Presidiu à direção da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral (APMCG). Foi presidente do Conselho Geral do Hospital de S. Bernardo e vice-presidente da Confederação Iberoamericana de Medicina de Família. Foi distinguido com o grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito da República. Recebeu a Medalha de Hipócrates da Societas Internationalis Medicinae Generalis e a Medalha de Serviços Distintos (grau ouro) do Ministério da Saúde. |


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