Falo de Adalberto Alves, poeta, pensador, escritor, ensaísta,arabista, historiador, conferencista e jurista e que é um dosnossos melhores no panorama da Literatura Portuguesa.
A sua poesia é a de um buscador incessante da luz do Conhecimento.
Para ele o Mundo é uma Pedra Sagrada onde se reflectemas faces do Deserto na sua infinidade, de variantes, assumindonelas a estética da solidão, unidas à Vertigem do Ser.
É este Oriente/Orientação que percorre a obra do poeta no seueu mais profundo, nessa totalidade, nessa unidade que conectao mundo exterior à vida interna. Ele fala do Destino, que é omesmo que abordar o Tempo, de um ponto de vista sufi. O seuDestino cumpre-se na existenciação. Não lhe resta senão serviro Belo, dando-lhe corpo, dimensão e rigor existencial. Diriaque o nosso poeta-filósofo ocupa o centro de um quadrado,representando cada canto um elemento constituinte da pessoahumana, a saber: razão, sensorialidade, sentimento e intuição.
Maria Azenha
| ISBN | 9789896831813 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 181 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Althum |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Adalberto Alves
Adalberto Alves deve ser dos poucos que, chegados ao Outono da sua vida, sabem que dentro de si arde uma chama de perpétua juventude, a conquista de se ter caminhado a si próprio. Chama que no seu olhar expressa-se com ser melancolia e compreensão, a de quem se reconciliou, depois de uma vida de combates, com o severo olhar do Tempo, pai de todos os deuses… Incansável viajante, árabe de coração e, quem sabe nas suas lembranças,… Enamorado, como todo o místico, dos resplendores da sua própria alma. Na sabedoria dos eremitas do deserto — ou dos morábitos do Portugal islâmico — ou nas entrelinhas do discurso de Krishnamurti, no qual desaparecem Amante e Amado, mestre e discípulo, ficando o homem desnudo envolto pelo silêncio. |


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